Lua Nova teve sua primeira exibição para a imprensa, e a jornalista Ana Maria Bahiana postou em seu blog uma crítica sobre o filme.
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Ontem à noite, lua minguante: primeira exibição de imprensa de Lua Nova, segundo capítulo da saga Crepúsculo. Só para a Hollywood Foreign Press Association, no cineminha particular da ICM, uma das três grandes agências de talento daqui. Orquídeas no lobby, sala lotada, seguranças circulando para ver se ninguém estava pirateando a preciosidade. Sem risco – a platéia estava era rindo cada vez que Rob Pattinson ou Taylor Lautner tiram a camisa por qualquer pretexto.
Chris Weitz fez um belo trabalho, e teve a ajuda de um orçamento mais generoso: os efeitos especiais estão mais para efeitos que para defeitos, a direção é firme e bem pensada. Ainda acho a maquiagem dos vampiros mais para palhaço que para criatura sobrenatural, especialmente no momento “glitter”. Mas meu principal problema com a Lua não pode ser colocado nos ombros de Weitz: é a sensação de que se trata de uma metáfora pobre para a mesma mensagem que as mulheres vem recebendo ao longo de séculos de literatura “juvenil” – aturem seus homens, não importa o quão violentos, descontrolados, emocionalmente cruéis eles possam ser; vocês são passivas, não tem controle sobre suas vidas, resignem-se, isso é o “amor”.
Este é um dos (muitos) problemas do texto, para mim, e as imagens frequentemente belas que Weitz conjura em seu filme apenas ampliam essa mensagem que não cabe mais na alvorada da segunda década do século 21.



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